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5 aprendizados que a pandemia ensinou ao RH




Estamos começando a vislumbrar um nível elevado de controle (se não um final) para a pandemia de Covid-19 que se começou em dezembro de 2019, se intensificou em janeiro de 2020 e, finalmente, atingiu o Brasil de forma grave em março do ano passado. Desde então, muitos aspectos da nossa vivência em sociedade mudou drasticamente, passamos a sair muito menos e tivemos que adaptar nossas casas para essa realidade.


Agora, quase dois anos depois do início desse cenário inédito no mundo, estamos começando a retomar as atividades em algum nível mais próximo do conhecido como “normal” no passado. E nos parece um momento importante para fazer uma reflexão sobre o que aprendemos durante esse momento tão complicado. E, mais ainda, entender como podemos levar isso para o futuro e os impactos que as lições tiveram no RH das empresas e no modelo de trabalho em geral.


Então, confira agora as 5 lições que a pandemia ensinou ao departamento de Recursos Humanos.


1 - Empatia nas relações é muito importante


Algo que sempre citamos em nossos textos e que tem sido cada vez mais relevante em conversas de especialistas de recursos humanos é a relação entre o bem-estar do colaborador e o bem-estar da empresa. Ambos estão profundamente ligados e fazem parte de uma relação que é, praticamente, codependente.


Durante a pandemia, passamos por diversos desafios sobre como entender se a equipe estava bem. Todo o cenário fez com que a saúde mental da população decaísse e os sentimentos de estresse, insegurança e ansiedade em geral crescessem ainda mais.


A função do RH foi ficando mais clara nessa situação: a área precisou entender como os colaboradores estavam e buscar soluções para os problemas que surgiam, garantindo que o bem-estar da equipe seguisse estável e não prejudicasse a organização.


Para isso, foi necessário um exercício de empatia, equilíbrio e humanidade. Dessa forma, as decisões tomadas pelo RH sempre serão as melhores tanto para a empresa, quanto para o colaborador e a equipe.


2 - Um plano de ação proativo pronto para qualquer situação


Sempre esperamos pelo melhor cenário possível e jamais teríamos conseguido prever uma crise de proporções tão grandes. Mas, estar pronto para o pior com bastante antecedência ajudou várias empresas a se manterem diante dessa crise de saúde.


Aqueles que não tinham planejamento, por exemplo, passaram dias e até meses buscando soluções para estabelecer políticas de trabalho no home office, criar planos de contingência e gerenciar equipes de maneira remota. O nível de urgência da situação fez com que providências rápidas fossem tomadas, mas que não eram necessariamente a melhor saída.


Isso causou diversos problemas de informação e confusões que poderiam ter sido facilmente evitadas se já existisse um plano de ação antes do problema estourar em sua potência completa.


Por mais que agora, já estejamos chegando perto do fim, que tal aproveitar o respiro para olhar para trás, ver as ações que foram tomadas e funcionaram e estruturar um planejamento?


3 - Por mais que não sejam urgentes, tarefas importantes devem ser realizadas


Antes da pandemia, por muitas vezes, acabamos deixando para tirar da frente tarefas urgentes e aquelas coisas importantes que são nível 4 ou 5 na escala das prioridades acabam ficando para depois, como: gerenciamento de desempenho, desenvolvimento de lideranças, diversidade e inclusão entre outras tarefas que são importantes para a empresa, mas têm um grau de urgência mais baixo precisam ser realizadas.


Afinal, os pontos que citamos acima, por exemplo, foram muito importantes para passar pela pandemia sem muitos problemas. Se o desenvolvimento de líderes foi trabalhado, provavelmente os gestores de equipe têm mais habilidades e inteligência emocional para lidar com a integração da equipe de forma remota.


Portanto, garanta que tudo esteja em dia em termos de gerenciamento, desenvolvimento e outras iniciativas que são importantes para o andamento das atividades, por mais que não sejam imediatas ou urgentes.


4 - O valor do investimento em tecnologia


Tivemos que trocar o regime presencial pelo remoto em uma velocidade muito acelerada. O home office passou de um benefício que algumas posições da empresa conseguiam para uma regra e todos os colaboradores foram para casa.


Com isso, diversos procedimentos deixaram de ser presenciais e foram para o mundo virtual. Toda essa migração demonstrou a importância de investir em tecnologia, desde compra de ferramentas, até cursos para os colaboradores aprenderem a usar e incorporar esses instrumentos na rotina.


5 - Mudanças no ambiente físico de trabalho


Por último, mas não menos importante, as mudanças no ambiente físico de trabalho e como elas vieram para ficar. Antes da pandemia da covid-19, não percebíamos como estávamos vulneráveis dentro de ambientes físicos, todos estávamos sentados muito próximos e sem proteção contra vírus e bactérias.


Agora, temos um conhecimento mais avançado nisso e entendemos que para manter a saúde dos colaboradores, precisamos de mais distanciamento, ambientes bem ventilados e só devem ser autorizados no ambiente físico, aqueles colaboradores que tomaram a vacina. Além disso, é possível criar escalas de pessoas dentro e fora do escritório, para evitar aglomerações de pessoas.

BÔNUS: Protagonismo em gestão de saúde

Como lição extra, acreditamos que uma das principais coisas que a pandemia do covid-19, é sobre o protagonismo do RH em relação à saúde do colaborador. Afinal, é a área de Recursos Humanos que busca por ações e benefícios que estejam relacionados ao cuidado com a saúde do colaborador.


E, mesmo em home office, o RH preocupou-se com a equipe e o bem-estar em geral. Treinamentos virtuais, sessões de informação e reuniões com todos para informar sobre a situação em geral tornaram-se frequentes. Além de buscas por apps relacionados a controle de exercícios, saúde mental e outras questões relacionadas à saúde do time.


E, aí, o que achou dessas lições que trouxemos hoje para vocês? Contem para a gente nos comentários sobre as principais mudanças e vivências que a pandemia trouxe para a sua empresa.

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